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E Foi Por Pouco... 7 - The Middletonz, Anna Bergendahl, Surma e D'Sound

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The Middletonz - "Roses"
6.º lugar no A Dal

Música: “Roses” foi o tema submetido ao A dal 2019 pela mais recente banda de Kállay Saunders, representante Húngaro na edição de 2014 da Eurovisão, junto com Slashkovic, rapper iraniano-holandês. The Middletonz apresenta um tema sobre um amor não correspondido num estilo ainda pouco explorado no universo eurovisivo, um pop com influências do hip hop e do rap. Kállay Saunders continua a ganhar fãs desde a sua participação na Eurovisão e por esse motivo era um dos grandes favoritos à vitória do A dal entre os eurofãs.

Apresentação: Na apresentação de “Roses” Kállay e Slashkovic transmitem a energia e a entrega que a canção necessitava. É notório o esforço da banda para melhorar a sua apresentação de gala para gala no A dal, não só a nível vocal, mas também na sua apresentação, como por exemplo os bailarinos com rosas espalhadas pelo o corpo, que de certa forma deram mais vida a atuação.

Comparação com a vencedora: Joci Papái vence novamente o A dal e leva à Eurovisão uma canção com uma identidade muito própria do artista, talvez por essa razão, e com uma consequente análise das restantes canções selecionadas para a edição deste ano do certame, conseguimos concluir que “Az én apám” é um tema que provavelmente não se conseguirá destacar em Telavive. Enquanto que “Roses” é um tema moderno e mainstream num estilo pouco explorado na Eurovisão, o que facilmente se poderia destacar das 41 canções a concurso.

Pontuação: 10 pontos
 




Anna Bergendahl - "Ashes to Ashes"
6.º lugar no Melodifestivalen 2019

Música: Este tipo de canções fazem lembrar vários estilos musicais em simultâneo. O toque dos violinos mais perto do final da canção são a chave para considerar este tema muito bom. 

Apresentação: Uma apresentação muito simples, mas bonita, acompanhada por uma espécie de floresta encantada, onde Anna Bergendalh brilha por si. O espetador foca toda a sua atenção na cantora e no seu timbre fora do vulgar. No entanto, falta algo para considerarmos a atuação perfeita. 

Comparação com a vencedora: Não é melhor que a vencedora em nenhum nível, embora "Ashes to Ashes" seja ainda de grande qualidade.

Pontuação: 8 pontos.




Surma - "Pugna"
5º lugar no Festival da Canção

Música: "Pugna" é com certeza o tipo de música que não cai facilmente no gosto da maioria do público. Com um toque experimental, a música de Surma tem um estilo muito próprio. De um jeito nunca antes visto no Festival da Canção, Surma trouxe uma música moderna e original, que soa bastante simplista, e com um jogo de letra onde os sons são uma parte importante - por esse mesmo motivo a letra nem sempre foi perceptível, especialmente na versão estúdio. "Pugna" é algo refrescante, impactante e original, esta longe de ser algo que ouvimos no Festival da Canção ou na Eurovisão e por isso se tornou um momento memorável no concurso português.

Apresentação: Esta é uma música que ganhou muito com a apresentação ao vivo, o que não era de todo expectável. A forma como Surma iria apresentar a música gerava curiosidade, mas não estávamos à espera dos três minutos mais intensos do Festival da Canção 2019. A coreografia, as luzes, a roupa: tudo estava no ponto para criar uma atmosfera maravilhosa que nos deixou colados ao ecrã, com arrepios na espinha, a viver esta experiência maravilhosa. É o tipo de apresentação que nos faz ir rever umas quantas vezes no Youtube só para ter esta sensação de intensidade uma e outra vez.

Comparação com a vencedora: Não podemos negar que a música que ganhou era a que tinha que ganhar e se "Telemóveis" divide bastante as pessoas, que se poderia dizer de "Pugna". Seria uma aposta extremamente arriscada que provavelmente nem seria compreendida pelos europeus, mas sem dúvida seria uma música da qual nos poderíamos sentir orgulhosos.

Pontuação:  10 pontos





D'Sound - "Mr. Unicorn"
3.º lugar no Melodi Grand Prix 2019 

Música: "Mr. Unicorn" tem uma melodia muito alegre e contagiante. Não sendo algo nunca ouvido antes, é um estilo pouco escutado nas edições eurovisivas, mas que ultimamente tem vindo a aparecer no palco do Festival Eurovisão da Canção. A composição acompanha o som da música e tem um refrão catchy, uma letra sobre uma paixão que acaba por ser uma metáfora engraçada.

Apresentação: Já sabemos que os nórdicos têm uma mão especial no que toca a realizar festivais nacionais para escolher o seu representante, sendo que a Noruega não excede à regra. D'Sound tiveram uma coreografia original no palco Melodi Grand Prix, o que lhes permitiu ter algum destaque em relação às outras músicas a concurso. No palco principal, a vocalista e dois elementos da banda estiverem cada um dentro de um cubo que funcionaram muito bem a nível de imagem, sendo que as montagens foram pontos a favor. No palco secundário estiverem algumas bailarinas e um elemento com uma máscara a fazer lembrar o JOWST (representante da Noruega em 2017), que apesar de não ficar mal no conjunto da apresentação, não parece que fizesse falta à actuação. De salientar a boa energia que Mirjam (apesar de a prestação vocal não ser a melhor), e a restante banda passaram ao interpretar a sua canção.

Comparação com a vencedora: "Mr. Unicorn" e "Spirit In The Sky", não são assim tão incomparáveis. Ambas as músicas têm sons bastantes eletrónicos, sendo que a proposta vencedora se destaca pela parte indígena e por ter três vozes que conferem outra atmosfera na actuação. A nível de coreografia, "Mr. Unicorn" levou pela melhor. Na votação internacional, os D'Sound acabaram por vencer o júri, mas não se qualificaram para a ronda final, acabando no terceiro lugar.

Pontuação:  8 pontos.


Textos de: João Vermelho, Elizabete Cruz, Daniel Fidalgo e Tiago Lopes
Vídeos: A Dal, Festival da Canção

E Foi Por Pouco... 7 - Morland, Stefan, Chimène Badi e Hanna Ferm & LIAMOO

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Morland - "En Livredd Mann"artista - "música"
Finalista lugar no Melodi Grand Prix

Música: "En Livredd Mann” é uma balada moderna que vai de encontro de uma maneira geral ao estilo recorrente do artista norueguês nos seus mais recentes trabalhos, porém este num registo mais sombrio. Morland, representante norueguês em Viena na edição de 2015 da Eurovisão, apresenta este ano um tema clássico, mas ao mesmo tempo contemporâneo, onde a emoção é conduzida pela voz do intérprete. “En Livredd Man” traduzido à letra para português significa “Um Homem Terrificado” e, por palavras do cantor, a canção é sobre “uma passagem por momentos difíceis das nossas vidas e momentos onde nos sentimos impotentes, aterrorizados e em luta para ver uma saída.”. Não era de facto a grande favorita dos eurofãs, mas estava dentro dos lotes de favoritos à vitória do Melodi Grand Prix. 

Apresentação: A apresentação de “En Livredd Mann” não fugiu muito do videoclip e ainda bem, pois foi das atuações mais interessantes e bem encenadas que se tem visto em finais nacionais nos últimos anos. Tudo parecia funcionar, os dançarinos, os planos de câmara, as luzes e até mesmo as televisões como adereços no início da atuação, tudo isto deu o ritmo e o tom sombrio que esta canção necessitava. 

Comparação com a vencedora: Esta proposta norueguesa era a única cantada na sua língua materna, e por esse motivo tinha um certo requinte que as restantes não tinham, inclusive a vencedora (apesar de ter partes em Lapónico setentrional). Não se consegue prever qual teria um melhor resultado em Telavive, mas de certo iriam atingir públicos ligeiramente diferentes e talvez por “En Livredd Mann” ser um tema díspar e mais sombrio que os demais, conseguisse um maior destaque que a canção vencedora que, apesar de ser uma proposta bastante interessante, poderá não se destacar por não trazer nada de novo para o certame

Pontuação: 12 pontos
 




Stefan - "Without You"
3.º lugar no Eesti Laul

Música: "Without You" está longe de ser uma obra de arte ou de trazer qualquer tipo de novidade à Eurovisão ou até à indústria musical. É uma balada que onde, meio do nada, aparece uma batida pop igual à de tantas outras músicas que ouvimos diariamente na rádio. As transições entre essa batida e as partes mais típicas de balada podiam ter sido mais bem trabalhadas. Apesar disso, esta é uma música eficiente e bem conseguida para o efeito a que se propõe: ficar na memória das pessoas.

Apresentação: Stefan apareceu no Eesti Laul ao piano como se todos nós não soubéssemos que ele não está realmente a tocar. Talvez tenha sido um erro uma vez que é visível (ou audível neste caso) que ele tem uma voz frágil e cantar sentado dificulta as coisas. Foi uma apresentação simples e eficaz. A voz não esteve sempre perfeita mas também não precisa de estar e, neste tipo de canção, uma certa fragilidade até dá um encanto especial.

Comparação com a vencedora: "Storm" é provavelmente uma das músicas mais desinteressantes do ano por já a termos ouvido em todo lado há cinco anos atrás e por, ainda por cima, não ter um bom intérprete. Isso notou-se na pontuação do júri do Eesti Laul que deu a Victor Crone apenas dois pontos. "Without You" é mais atual e tem um encanto diferente e, por isso mesmo, talvez conseguisse um resultado melhor.

Pontuação:  8 pontos.



Chimène Badi - "Là-Haut"
3.º lugar no Destination Eurovision

Música: "Là-Haut” é uma música que vai em crescendo. Não sendo uma balada, nem uma fast food song, esta melodia contagia pela sua batida que vai acompanhado a música quase desde o início. A composição da música fala sobre o destino e dita o nosso futuro, os versos são um bocadinho básicos e repetitivos.

Apresentação: Na final francesa, Chimène Badi aparece dentro de um cubo com alguns efeitos visuais que parecem transportar-nos para outra atmosfera. Durante a actuação surge um bailarino e a cantora sai do cubo, onde parece interagir mais com a audiência e entrega-se mais à sua canção e à sua prestação.

Comparação com a vencedora: Vocalmente não há comparação entre Chimène Badi e Bilal, sendo a cantora, dona de uma voz muito competente e segura. Por outro lado, temos um rapaz que pode atingir um público alvo que se vai sentir familiarizado com a letra da sua canção. Sendo a Eurovisão um palco que demonstra, entre outras coisas, muita diversidade, o figurino de Bilal será mais um aspeto em ter em conta.

Pontuação: 8 pontos.







Hanna Ferm & LIAMOO - "Hold You"
3º lugar no Melodifestivalen

Música: "Hold You" não é muito mais do que aquilo que já vimos por parte da Suécia ou qualquer outro país na Eurovisão, ou qualquer outra coisa que podemos ouvir na rádio. É uma música de amor cantada por um casal que no caso têm a vantagem de se completarem extremamente bem não só em termos de encenação como vocalmente. LIAMOO não é um cantor de excelência, mas vocalmente é mais do que competente. Hanna Ferm é mais dada à gritaria e em algumas situações a intenção de mostrar poder vocal que ela não tem acabou por a trair. No entanto a música funciona e é bastante agradável ao ouvido. 

Apresentação: A apresentação em palco podia facilmente ter sido algo planeado pela emissora mais pobre da Europa em vez da SVT, porque provou que com pouco também se faz muito. Uma máquina de vento poderosa, umas cortinas a esvoaçar e vai assim mesmo. Talvez não tenha sido a melhor coisa já vista, mas é preciso sempre valorizar a imaginação de quem é pobre. Quanto à prestação de Hanna e LIAMOO, eles conseguem colmatar as suas falhas ao demonstrar imensa química e vender facilmente a imagem de um casal apaixonado. Uma pessoa quase esquece os cortinados esvoaçantes enquanto olha para eles os dois.

Comparação com a vencedora: John Lund foi uma escolha acertada, mas "Hold You" teria sido igualmente uma boa aposta. Algum treino vocal e uma nova roupagem faria com que a Europa se apaixonasse por estes dois, mesmo que a música seja um tanto ou quanto banal. "Too Late For Love" irá com certeza trazer um bom lugar para a Suécia mas acreditamos que "Hold You" não faria pior figura.

Pontuação: 10 pontos

Textos de: João Vermelho, Jessica Mendes, Tiago Lopes, Elizabete Cruz
Vídeos: Eesti Laul, Stix 92, Destination Eurovision, 

E Foi Por Pouco... 7 - Simone Cristicchi, MARUV, Kerrie-Anne e Aly Ryan

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Simone Cristicchi - "Abbi Cura di Me"
5.º lugar no Sanremo 2019

Música: "Sono solo quattro accordi ed un pugno di parole" (em português: "são apenas quatro acordes e um punhado de palavras") - É assim que o autor define esta "Abbi cura di me" e é exatamente isso que ela é. Não é uma música extremamente elaborada porque não precisa de o ser. É a letra (que demorou anos e anos a ser escrita) que dá vida a esta música e, nesse aspeto, "Abbi cura di me" dá 10 a 0 a todas as outras do Sanremo.

Apresentação: Simone Cristicchi é uma espécie de Pedro Abrunhosa mas em bom. Parece que está a falar em vez de cantar mas transmite-nos tudo o que há para transmitir. Não precisamos de perceber italiano para saber que esta música vem de dentro. É humanamente impossível não nos arrepiarmos ao ouvir esta música (e quando se junta o Ermal Meta à brincadeira, ainda mais impossível se torna).

Comparação com a vencedora: "Abbi cura di me" e "Soldi" são canções muito diferentes mas ambas com uma boa letra. "Soldi" apela mais ao lado dançante e alegre da Eurovisão e "Abbi cura di me" apelaria ao lado mais meloso e significativo. Ambas seriam representantes dignas de top 10 numa Eurovisão que se afigura bastante mediana.

Pontuação: 12 pontos.
 





MARUV - "Siren Song"
1.º lugar no Vidvir 2019

Música: Uma canção pop extremamente dançável, apimentada com uma produção atrevida e ousada, que lembra as grandes produções russas deste género de músicas. MARUV é a definição de sensualidade e de requinte. Nunca ouvimos ninguém a gemer tão agradavelmente durante cerca de 3 minutos. 

Apresentação:  A atuação começa dentro de uma banheira, o que nos remete logo para os visuals do lyrics video lançado pela MARUV. Ou seja, não poderia começar melhor... A cantora vai fazendo ligeiros gestos com as suas mãos. MARUV levanta-se e começa a mostrar a sua dominância em relação às submissas bailarinas. O refrão vem e... BANG! A dança fica mais frenética e as bailarinas acompanham o clima. Entretanto MARUV continua a seduzir o público, atirando-se para o chão e simulando que a sua perna é uma arma, enquanto as bailarinas repetem vezes sem conta movimentos de vai-e-vem, com os joelhos e mãos no chão. No final, a dominadora pega na guitarra elétrica e entoa as últimas notas que se ouvem no estúdio, até tudo terminar novamente em BANG! E assim a artista exibiu em palco todas as fases de uma relação sexual, em pleno horário nobre.

Comparação com a vencedora: Pois...

Pontuação: 12 pontos




Aly Ryan - "Wear Your Love"
4º lugar no Unser Lied für Israel

Música: "Wear Your Love" é aquele pop bem comercial que não difere muito do tipo de músicas a que temos acesso diariamente nas rádios mas que no entanto fica na cabeça graças ao instrumental e à letra fácil de decorar. A voz de Aly Ryan não é a coisa mais excepcional do mundo, mas a música também não pede muito mais do que aquilo que ela dá. Para além disso, o que ela não tem em voz, compensa em presença de palco, o que no caso faz muita diferença. 

Apresentação: Passadeira, luzes, projeções... parece algo que a Suécia já fez mas a verdade é que resulta. Aly Ryan tem todo o charme para estar a desfilar e a sensualizar na passadeira durante três minutos em trajes menores sem que as pessoas se aborreçam. O aparato de luzes acaba por chamar a atenção e tornar a atuação mais interessante. Talvez se pudesse fazer mais em palco, tendo em conta a música, mas no final com pouco fez-se o suficiente.

Comparação com a vencedora: É difícil aceitar "Sister" como vencedora quando "Wear Your Love" está no mesmo concurso. Parece que os alemães decidiram destruir as hipóteses que tinham de levar uma música decente e levar o pior que podiam. "Wear Your Love" é em tudo melhor que "Sister": staging, música, voz, até Aly Ryan tem mais química com as suas dançarinas  que as "Sisters" que de irmãs não têm nada. Na nossa opinião "Wear Your Love" seria candidata a um top10 em Telavive, assim o mais provável é a Alemanha voltar ao bottom 5. Verdade seja dita, talvez eles já estivessem com saudades. 

Pontuação:  10 pontos








Kerrie-Anne - "Sweet Lies"
Finalista no Eurovision You Decide.

Música: Se há alguma nação onde os cantores são realmente dotados de talento, é no Reino-Unido. Kerrie-Anne é um exemplo de bem cantar, mesmo havendo tantos movimentos da coreografia que podiam atrapalhar o nível vocal. De tantas coisas em comum nesta música, uma delas é a melodia e a letra. "Sweet Lies" não tem uma composição de encher o olho, onde basicamente se repetem os mesmos versos vezes sem conta durante três minutos. Mas se há algo que não passa de moda, é o ritmo contagiante e talvez básico, desta versão de "Sweet Lies". Embora não tenha ganhado a chance de ir ao Festival Eurovisão da Canção 2019, Kerrie-Anne, "adicionou" uma nova música música à playlist do conhecido EuroClub.

Apresentação: Num palco daquela dimensão, não se pode pedir mais nada. Kerrie-Anne esteve acompanhada de quatro bailarinos numa coreografia adequada à música , onde a cantora não se perdeu no meio de tantos movimentos. Não faltou carisma, presença em palco e soube contagiar o público presente no estúdio.  

Comparação com a vencedora: Sendo as duas grandes favoritas à vitória final, foi previsível a vitória de Michael Rice. Não fosse o Reino Unido um país onde os programas de talentos musicais tivessem tanto sucesso, a versão vencedora de "Bigger Than Us", para além de parecer uma balada concorrente à final de um desses concursos, é uma canção que dá destaque aos dotes vocais do Michael e foi natural a vitória no Eurovision You Decide. Internacionalmente, as duas músicas poderiam apelar ao voto de dois grupos diferentes: os amantes de baladas e os apaixonados por um tema mais dançante. Com o revamp que "Bigger Than Us" irá sofrer, o Reino Unido poderá ter uma das melhores qualificações desta década.

Pontuação: 10 pontos.



Textos de: Jessica Mendes, Daniel Fidalgo, Elizabete Cruz e Tiago Lopes.
Vídeos: Simone Cristicchi, BBC, Eurovision Song Contest | Deutschland, Телеканал СТБ

E Foi Por Pouco... 7 - Lily Among Clouds, Aurel Thëllimi, Il Volo e Jasmin Gabay

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Lily Among Clouds - "Surprise"
3.º lugar no Unser Lied fur Israel

Música: "Surprise” é uma canção pop moderna, com um toque clássico no instrumental e com uma melodia construída de uma forma sublime, que cresce ao longo da canção juntamente com a letra e mensagem da mesma. A canção descreve uma pessoa que está cansada de si e que pretende conhecer mais de outra pessoa - “Tell me another secret, I am bored of my own” - mas também que essa mesma pessoa a conheça melhor - “Cause you haven't seen the best of me, You will be surprised”. A canção de Lilly Among Clouds, não era a grande favorita dos eurofãs, mas era dos nomes mais falados para a vitória, juntamente com Makeda e Aly Ryan.

Apresentação:  A Lilly Among Clouds atuou de uma forma irrepreensível. O timbre da cantora leva-nos para outra dimensão e os movimentos de Lilly ao longo da atuação combinavam na perfeição com a canção. O mesmo podemos dizer do staging magnifico desta final nacional alemã, que transmitiu muito bem o ambiente da canção “Surprise”. 

Comparação com a vencedora: A maioria das opiniões consiste em que a escolha alemã foi uma das piores possíveis dentro das 7 que tinham a seu dispor. O top 10 poderia ser alcançado facilmente com uma das favoritas à vitória, dentro delas a canção de Lilly Among Clouds. Em comparação com a canção “Sister”, “Surprise” teve uma melhor atuação, um melhor staging, como também apresenta uma melhor composição melódica e escrita.    

Pontuação: 12 pontos.
 





Aurel Thëllimi - "Të Dua Ty"
Semifinalista no Festivali I Këngës 57

Música: "Të Dua Ty" é um canção fabulosa que faz recordar as melhores baladas balcânicas que já passaram pelo Festival Eurovisão da Canção (ESC). É um tema muito bem orquestrado, onde não poderiam faltar os violinos e um instrumental que se vai intensificando ao longo da canção. A voz grave e profunda de Aurel faz justiça a "Të Dua Ty", tornando-o num tema que nunca irá soar ultrapassado.

Apresentação: Tal como todas as atuações da final nacional albanesa, a apresentação de  "Të Dua Ty" não foi a melhor. Infelizmente, ao vivo, perdeu-se parte da autenticidade da voz de Aurel, tendo falhado alguns tempos da canção. Os planos de câmara são medíocres, o jogo de luzes nem se fala e era bom que fosse uma emissora competente a realizar este festival, com canções muito boas que muitas vezes passam despercebidas aos ouvidos da Europa.  

Comparação com a vencedora: A grande vencedora do festival, Jonida Maliqi, foi incomparavelmente superior a Aurel, pelo menos ao vivo. A sua canção é fantástica, sentimental, dramática e muito bem pensada para um palco do ESC. Jonida venceu justamente o concurso e  surpreenderá em maio.

Pontuação:  7 pontos.




Il Volo - "Musica Che Resta"
3º lugar no Sanremo 2019

Música: O trio italiano voltou ao Sanremo com uma música bem do género do que eles costumam fazer: uma sonoridade com toque pop mas que ainda assim nos remete para a ópera. “Musica Che Resta” esta longe de ser o melhor trabalho do trio, mas mesmo assim continua a ser boa no seu género. As vozes estiveram como já é hábito on point e a melodia, mesmo sendo talvez um pouco cliché, entretém e fica na cabeça. O maior problema desta música é com certeza a comparação com “Grande Amore” o que, não podemos negar, faz esta música perder um pouco o brilho.

Apresentação: Não se espera algo com muitos floreados em palco quando falamos dos Il Volo. Eles simplesmente chegam ao palco e fazem o seu trabalho. Com o seu estilo clássico e o já bem conhecido charme, o trio teve uma apresentação impecável excelentemente suportada pela orquestra, que traz uma nova força ao tema. Apesar da simplicidade, a força das vozes estava lá, sem falhas, e a apresentação tinha tudo para chegar de uma forma suficientemente impactante ao espectador.

Comparação com a vencedora: Há algo que não se pode negar: “Soldi” foi uma excelente escolha da parte dos italianos. É difícil dizer qual das músicas é melhor por serem tão diferentes, mas os italianos não vão nada mal servidos. “Musica Che Resta” poderia no entanto marcar a diferença pelas vozes do trio e pelo toque de ópera que sempre impressiona os fãs do género.

Pontuação: 8 pontos 






Jasmin Gabay - "Kiss Like This"
Não finalista no Danks Melodi Grand Prix 2019

Música: Típica música que aparece todos os anos em qualquer final nacional de um país do norte de Europa. Um ritmo dançante e um refrão catchy, "Kiss Like This" irá figurar nas playlists das festas eurovisivas e subirá o número de ouvintes nos meses de verão. A letra não é nada de outro mundo. 

Apresentação: O tema pedia uma palete de cores mais quentes, a lembrar os países latinos, mas a equipa encarregue do staging talvez não tenha sido feliz a escolher o azul e o cor-de-rosa para a actuação. Para quem viu o videoclipe certamente já esperava uma coreografia igual ou  semelhante na performance no DMGP. Uns movimentos simples bem executados pela Jasmin, que aliados a uma dose certa de material pirotécnico e confetes, conferiram a esta actuação um destaque particular das outras músicas a concurso. Esperavamos mais da capacidade vocal da Jasmin.

Comparação com a vencedora: Não há muito para comparar em "Kiss Like This" com "Love Is Forever". A primeira é uma música de verão, que raramente consegue bons resultados nos festivais nacionais, principalmente nos países nórdicos. Por sua vez, a música de Leonora teve uma interpretação mais doce e delicada, com um número simples em palco e que por ser cantada em três línguas diferentes, poderá ter um alcance maior ao público.  

Pontuação:  8 pontos.

    

Textos de: João Vermelho, Daniel Santos Fidalgo, Elizabete Cruz e Tiago Lopes
Vídeos: Eurovision Song Contest | Deutschland, RTSH - Radio Televizioni Shqiptar, Il Volo

E Foi Por Pouco... 7 - Ultimo, Seemone, Natalia e Sheppard

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Ultimo - "I Tuoi Particolari"
2.º lugar no Sanremo 2019

Música: "I Tuoi Particolari" não é claramente a melhor canção de Ultimo (basta olhar para "Il Ballo Delle Incertezze" com que venceu o Sanremo Giovani no ano passado) e também não apresenta nada de inovador. É uma balada que vai crescendo para terminar com um final bastante poderoso que mostra todo o poder vocal do artista. É definitivamente bem ao jeito de Niccolò Moriconi, o nome verdadeiro de Ultimo, e, infelizmente, muito pouco arriscada. Como em todas as suas músicas, a letra é muito bem construída.

Apresentação: É aqui que as músicas deste jovem cantor ganham vida. Apesar de ter apenas 23 anos, Ultimo tem uma intensidade em palco que passa para o público. Não é ao acaso que, depois de vencer o Sanremo Giovani, começou a esgotar os MEOs Arena lá do sítio nem foi ao acaso que se tornou um dos grandes favoritos a vencer o Sanremo deste ano (e inclusive venceu a votação do público com grande margem). A reciclagem de ideias da Eurovisão com as frases a aparecer no ecrã foi totalmente despropositada mas tudo o resto correu como tinha de correr: simples mas com o sentimento a passar para o espetador.

Comparação com a vencedora: A Itália é um país coerente e, por isso mesmo, raramente nos presenteia com outra coisa que não qualidade. Tanto Mahmood como Ultimo têm muito carisma e qualquer um dos dois iria saber cativar o público europeu. Acaba até por ser inútil fazer esta comparação uma vez que, ainda que o voto do público tivesse prevalecido e Ultimo tivesse ganhado o Sanremo, seria sempre Mahmood a ir à Eurovisão uma vez que Ultimo iria recusar por ter já vários concertos esgotados agendados para maio. Assim sendo, independentemente do resultado, a Itália continua a ser bem servida com qualquer um dos dois.

Pontuação: 12 pontos.
 




Seemone - "Tous Les Deux"
2.º lugar no Destination Eurovision 2019

Música: A típica balada francesa ao piano que, por mais tempo que passe, nunca deixa de ser magnífica. "Tous Les Deux" era tudo o que França precisava para a Eurovisão. Um tema tocante, cantado por uma voz característica e que transmite toda a emoção da canção. O instrumental vai ficando cada vez mais preenchido e mais intenso, tudo feito com grande mestria.

Apresentação: Perfeitamente adequada à canção, sendo a simplicidade o segredo da apresentação. A prestação mais sombria na semifinal foi melhor que na final onde a equipa responsável pela apresentação de "Tous Le Deux" decidiu torná-la mais colorida no final, com a introdução de luzes mais quentes. Não fez grande sentido, apesar do resultado final não ter sido, de todo, comprometido. 

Comparação com a vencedora: Não há comparação possível entre uma grande composição e "Roi", canção vencedora da final nacional francesa. O vencedor não tem o mesmo carisma e, apesar da canção não ser medíocre, o Bilal falha em criar uma verdadeira conexão com o público, ao contrário de Seemone. O que lhe valeu a vitória foi a sua popularidade na internet. 

Pontuação:  12 pontos



Natalia - "La Clave"
5.º lugar no OT Gala Eurovision

Música: "La Clave” é uma canção pop, com uma letra e um refrão que fica facilmente na cabeça. A canção interpretada por Natalia Lacunza tem uma composição cliché e que vai de encontro a tantas outras canções, porém a sonoridade e letra desta canção são duas das características que concedem uma personalidade própria a esta proposta espanhola. Apesar de ser uma das favoritas, não era de facto a grande preferida dos eurofãs. 

Apresentação: A Natalia fez uma atuação monstruosa, como tem vindo a habituar na Operação Triunfo, não é em vão que ficou em 2.º lugar e muito provavelmente esta canção perderia a sua força com outro intérprete. A coreografia esteve perto da perfeição o que aprimorou ainda mais a apresentação de “La Clave”. 

Comparação com a vencedora: “La Clave” talvez tivesse uma proposta mais interessante melodicamente e com uma atuação e coreografia mais apelativa por parte de Natalia, porém é provável que não alcançasse o hype e o bom presságio que até ao momento a canção interpretada por Miki tem conseguido, principalmente entre os eurofãs. “La Venda” pelo o carisma de Miki e pela composição popular e animada de Adrià Salas, é com certeza a escolha certa para representar Espanha em Telavive. 

Pontuação: 8 pontos.






Sheppard - "On My Way"
3.º lugar no Eurovision: Australia Decides.

Música: Os Sheppard lançaram já vários temas no género de indie pop/rock, dos quais não se pode deixar de mencionar o êxito internacional “Geronimo”. “On My Way” caracteriza-se por ter uma melodia com vários momentos, mas que tem um bom feeling. As energéticas transições que a música tem cativam o público para acompanhar a canção, sendo que a interpretação dos Sheppard também ajuda a criar ambiente à volta desta música. A composição não tem nada de extraordinário, uma espécie de declaração com um refrão catchy.

Apresentação: Estando os Sheppard habituados a grandes palcos, podia-se esperar o à vontade e entrega que demonstraram ter em palco nas duas prestações que tiveram (uma emissão para o júri e outra para o público). Com uma música que não pede grandes acessórios ou grandes surpresas, a atuação teve alguns planos de câmaras interessantes e foi evidente a boa interação entre a banda e o público presente na arena. Talvez tenha faltado alguma intimidade por parte do duo feminino para com a câmara.

Comparação com a vencedora: O top 3 da final nacional da Austrália teve três músicas muito distintas. Reconhecemos que "Zero Gravity" pode ter um toque de diferenciação das outras músicas a concurso no Festival da Eurovisão 2019, algo que "On My Way" dificilmente teria. A apresentação de "Zero Gravity" teve vários aspetos que prendaram o público à atuação, que aliado à peculiaridade da música, se refletiu nos votos. Na votação do júri apenas sete pontos separaram as duas canções, mas no televoto foi notória a preferência dos australianos, um vez que quase o dobro de diferença dos votos separaram a música de Kate da música dos Sheppard.

Pontuação:  10 pontos



Textos de: Jessica Mendes, Daniel Fidalgo, João Vermelho,  Tiago Lopes
Vídeos: Horino, Destination Eurovision, wearesheppard, Operación Triunfo Oficial

E Foi Por Pouco... 7 - Eletric Fields, Silvàn Areg, Barbara Mochowa, Natalia y Miki

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Eletric Fields - "2000 and Whatever"
2.º lugar no Australia Decides 2019

Música: "2000 and Whatever" é uma canção dançante, que mistura o melhor da música eletrónica com elementos tribais. Transmite uma mensagem libertadora, dirigida a todos os millennials: "(...) We are not gonna live forever/ Happy 2000 and whatever (...)". O aspeto mais bem conseguido nesta proposta, para além da inovação e de ser completamente fora da caixa, é a atmosfera exógena que cria, cantada por uma voz igualmente distinta, que nos faz viajar pelo universo É, realmente, um hino de libertação, que apela ao afastamento da paranóia da rotina de todos nós e à ligação com o nosso eu mais primitivo.  

Apresentação: Não foi de todo o ponto mais forte desta proposta. O vocalista dos Eletric Fields é absolutamente estonteante, com um enorme domínio de palco, embora na final nacional não tivesse estado perfeito a nível vocal. O outro elemento do grupo não passou de um elemento distrativo, limitando-se a estar atrás de uma mesa de mistura a cantar algumas partes da canção e a realizar movimentos demasiado eufóricos. Visualmente, a atuação chamou a atenção, embora precisasse de alguns ajustes para estar ao nível de uma vencedora.  A atuação leva uma nota positiva, mas poderia ter sido melhor elaborada.

Comparação com a vencedora: "2000 and Whatever" é superior à canção vencedora "Zero Gravity", embora esta também seja digna de ir à Eurovisão. Kate Miller-Heidke, a vencedora da primeira final nacional australiana, esteve quase perfeita em palco, com uma atuação de tirar o fôlego e uma voz fora de série. Tendo em conta o conjuto canção/atuação, o resultado foi justo.

Pontuação:  8 pontos
   



Silvàn Areg - "Allez leur dire"
5.º lugar no Destination Eurovision

Música: "Allez leur dire" está longe de ser uma canção fenomenal. É um pop meio rap cantado por um homem que na verdade nem sabe cantar nem sabe fazer rap. Tem o mesmo ritmo do início ao fim sem nada que a destaque das demais e com um título que se repete sensivelmente 348 vezes ao longo da canção. 

Apresentação: É aqui que a música banal que é "Allez leur dire" se torna espetacular. Ninguém espera nada de uma canção como esta e, de repente, temos milhentos mini cenários de cartão espalhados pelo palco do Destination Eurovision. Silvàn Areg está longe de ser um grande intérprete mas tem imenso carisma e a sua presença em palco é cativante. Os planos de câmara falharam imensas vezes durante a apresentação tanto na semifinal como na final mas isso não seria certamente um problema na Eurovisão.

Comparação com a vencedora: Bilal conquistou o televoto francês e foi assassinado pelo júri. Provavelmente continuará a ser assassinado pelo júri na Eurovisão e também não terá o televoto do seu lado. Silvàn Areg acrescentaria algo de novo ao mundo eurovisivo e não iria certamente ser o predileto do júri mas o público dar-lhe-ia uns belos votos. 

Pontuação: 8 pontos



Barbora Mochowa - "True Colors"
3.º lugar no Eurovision Song CZ

Música: "True Colors" é uma balada melancólica muito ao estilo de Lana Del Rey, mas apesar do seu lado melancólico a música acaba por transmitir uma sensação positiva a quem a ouve, quer pela letra, quer pela maneira como a canção é composta. A letra da canção descreve a aceitação de um final de um relacionamento: “you were my light, you were my truth, my everything”, e a sua superação: “I have got to learn to live my life without you”. A canção de Barbora Mochowa rapidamente se tornou a favorita entre os eurofãs, mas acabou por não ser a escolhida para representar o país em Telavive.

Apresentação: Não havendo uma apresentação ao vivo das canções e apenas se conhecendo a versão estúdio, não se consegue adivinhar como poderia correr a apresentação de “True Colors” em palco. Porém, com um staging adequado à canção e com uma boa interpretação de Barbora, poderia esperar-se uma boa atuação.

Comparação com a vencedora: "Friend of A Friend" não era das favoritas da maioria dos eurofãs, e para muitos não foi a escolha certa para Telavive. Talvez pelo o estilo musical e pelo o intérprete, a canção de Lake Malawi poderá funcionar melhor em palco, mas por outro lado “True Colors” poderia ser a escolha mais segura e conquistar um maior consenso entre o júri e o televoto e consequentemente ter um melhor resultado para a República Checa.

Pontuação: 10 pontos.






Natalia & Miki - "Nadie Se Salva"

3.º lugar na OT Gala Eurovision

Música: “Nadie Se Salva” tem uma forte vibe pop mas mesmo assim mantém o toque espanhol, o que torna a proposta moderna e apelativa ao ouvido. Natalia é uma excelente intérprete enquanto Miki, sendo claramente inferior à colega, faz o seu trabalho sem comprometer a música. A letra fala sobre a necessidade de aproveitar a vida porque eventualmente vamos todos morrer e permite efetivamente a uma pessoa dançar e esquecer alguns males do quotidiano durante aqueles três minutos.

Apresentação: Não é possível negar que a apresentação ao vivo foi um pouco confusa. É também impossível negar que Miki é um dos piores dançarinos que já vi na vida. Mais uma vez, estar do lado de Natalia não ajuda, já que esta tem um talento nato para estar em palco. Canta, dança e facilmente encanta, enquanto Miki fica só quilómetros atrás. No entanto “Nadie Se Salva” teve uma apresentação que com um pouco mais de trabalho e dedicação poderia impressionar. Espanha teria aqui espaço para fazer um bom trabalho.

Comparação com a vencedora: “La Venda” é uma música divertida que no entanto carece de algum conteúdo e profissionalismo. Para além de soar como a música que ouvimos na festa da aldeia (nada contra, afinal quem não se diverte com elas?), parece que tudo foi feito um pouco à toa em palco. Miki não é também o melhor intérprete e acaba por ganhar mais pelo seu carisma que pelo seu talento. “Nadie Se Salva” é mais bem trabalhada em todos os sentidos e, acreditamos nós, seria levada mais a sério no palco eurovisivo.

Pontuação: 8 pontos


Textos de: Daniel Fidalgo, Jessica Mendes, João Vermelho, Elizabete Cruz
Vídeos: Australian Tunes, Destination Eurovision, ESC Czech Republic, Operación Triunfo Oficial

E Foi Por Pouco... 7 - Anúncio Oficial

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A equipa Crónicas de Eurofestivais anuncia que, a partir do dia 14 de fevereiro, voltará uma rubrica, intitulada de "E Foi Por Pouco... 7", com o objetivo de ocupar as suas quarta-feiras. O desfecho está previsto para 21 de março de 2016. No total serão seis publicações, redigidas por Elizabete Cruz, Tiago Lopes, João Vermelho, Daniel Fidalgo e Jessica Mendes.

As músicas que são selecionadas para ir ao evento principal, o Festival Eurovisão da Canção, muitas vezes não são o reflexo do que é bem feito, em termos musicais, em toda a Europa. O mundo eurovisivo não é feito só na semana da realização do evento - desde dezembro que se criam seleções em cada país, e muitas canções ficam de fora. Por isso, esta iniciativa pretende analisar e elogiar músicas que não conseguiram o passaporte para ir ao evento principal, mas que tinham, tanto ou mais, potencial para irem.

Em cada publicação, serão analisadas quatro músicas que marcaram presença nas finais nacionais deste ano. A iniciativa é muito simples: privilegia a crítica musical e a atualidade do mundo eurovisivo.
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